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Gestantes conhecem Centro Obstétrico e traje de contenção hemorrágica é entregue à equipe do HMJS

INFORMAÇÃO E PREVENÇÃO

publicado: 31/10/2017 09h20 última modificação: 31/10/2017 10h43

Para garantir a tranquilidade das futuras mamães na hora do parto, o Hospital Municipal José Sabóia oferece regularmente visitas guiadas voltadas para gestantes. A iniciativa que tem como objetivo fazer com que o ambiente do parto fique mais familiar, preconiza as diretrizes da Rede Cegonha, que tem como proposta a atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério. Em média, a cada mês são registrados 40 partos no hospital público de Tocantinópolis.

Na manhã desta segunda-feira (30) foi mais um dia de visita. De início, as gestantes receberam informações do enfermeiro e coordenador do HMJS, André Cruz; da fisioterapeuta, Neiellen Rabelo; e da médica, Iolanda Pedrosa, sobre os fluxos e salas especializadas do Centro Obstétrico, onde as gestantes puderam ter um contanto melhor, bem como receber orientações quanto ao ambiente hospitalar e à equipe de enfermagem.

“Levar as gestantes a estarem conhecendo o centro obstétrico, local onde elas serão destinadas a receber o bebê, é a nossa pretensão. Temos o setor de acolhimento e classificação de risco, onde as pacientes são recebidas pela equipe de enfermeiros e técnicos e enfermagem, passam pelo serviço de classificação, e após esses serviços são verificados os sinais vitais e posteriormente são encaminhadas para o consultório para a avaliação médica”, informou o enfermeiro, André Cruz.

A fisioterapeuta Neiellen destacou sobre o trabalho de pré-parto, onde as gestantes são assistidas e recebem atendimento especializado. “Orientamos que as gestantes tenham o máximo de cuidado de estar conhecendo e estar sempre preparada para este momento, porque o trabalho de parto costuma ser demorado, muitas vezes pode chegar até 12 horas, mas isso vai depender do organismo de cada mulher. Agora aquelas que já tiveram filhos, o trabalho de parto pode ser mais rápido”, informou.

Outro assunto bastante comentado e discutido durante a visita foi em relação ao parto normal e cesariana. A médica Iolanda Pedrosa enfatizou que o parto cesáreo é uma cirurgia de alto risco. “As cirurgias se classificam por risco, baixa, média e alta complexidade. Não é qualquer pessoa que chega e diz eu quero fazer a cesariana e faz, não. Existe indicações. Se não há necessidade, então as complicações podem ser maiores do que se fosse o parto normal. Agora quando a mulher tem a indicação previamente do médico, o hospital e os profissionais irão conduzir à paciente a cesariana, por outro lado, o parto normal sempre é o mais indicado”, informou.

A profissional fez uma observação importante. As pacientes não precisam ter medo, se sentir preocupadas e nem temor de serem submetidas a cesariana. “Se não for cesariana, não tenham a cultura popular que o médico não quer fazer a cirurgia. Inclusive, a dor não é uma indicação para cesariana, a dor faz parte do processo de parto. Então o que seria indicação para cesariana? Previamente se não tiver complicações no momento, cesarianas previas só em casos onde o bebe não está na posição correta; uma desproporção tanto da cabeça do neném para a pélvica e vice-versa; má formação, dentre outras. Mas isso só será diagnosticado quando o médico fizer avaliação tanto de forma interna quanto externa. No entanto, o melhor mesmo é o parto normal, tanto para o bebê como para a mãe”, ressaltou Iolanda.

Para a estudante residente no Alto Bonito, que está à espera de seu segundo filho, a visita além de tranquilizar as mães é uma importante forma de conhecer melhor o local onde será feito o parto dos bebês. “Esse primeiro contato com a instituição nos torna mais próximos na hora de ter o bebê e nos deixa mais tranquilas na hora do parto, pois a visita é bem explicativa”, declara. As grávidas conheceram o centro obstétrico, os leitos, a obstetrícia, salas de pré-parto, e o berçário, que é o local onde as crianças ficam depois do parto. Na ocasião, aproveitaram para elucidar eventuais dúvidas sobre o parto.

Entrega do traje para conter hemorragias

O Tocantins é um dos estados brasileiros que aderiram aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), dos quais um deles é melhorar a saúde materna. Tocantinópolis e mais outros 25 municípios do estado, foram contemplados com trajes antichoque não pneumático. Aproveitando o ensejo da visita das gestantes, foi entregue à equipe do Hospital Municipal José Sabóia o novo equipamento, que tem como principal função conter hemorragias, o fator que mais causa mortalidade materna no Estado. A aquisição dos equipamentos foi feita em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS).

Fonte/Fotos: Dirceu Leno / Ascom Prefeitura