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Cresce número de casos de Calazar em Tocantinópolis. Município está em estado de alerta

publicado: 19/09/2016 00h00 última modificação: 17/04/2017 08h48

Os casos de Leishmaniose Visceral (Calazar) têm aumentado significativamente em relação ao ano passado. O Bairro Alto Bonito e Setor Lajinha estão entre as localidades com maior incidência da doença. Até o momento, foram registrados e confirmados 9 casos no município, número mais que o dobro em 2015, no qual obteve apenas 4 casos confirmados.

Mesmo com as constantes ações de prevenção e combate ao vetor, promovidas pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Coordenação de Vigilância Epidemiológica, o número de pessoas diagnosticadas com a doença tem crescido significativamente, deixando o município de Tocantinópolis em estado de alerta.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Vandecy Soares Ribeiro, confirmou o aumento do índice. “O número de casos cresceu muito em relação ao ano passado. O Estado e os municípios possuem programas de controle da leishmaniose, e que depois do diagnóstico, o tratamento é feito na rede pública de saúde. É o que temos feito em Tocantinópolis. São feitos os exames de praxe e após a confirmação é feita o acompanhamento médico dos pacientes”, relatou.

Vandecy frisou ainda que o acréscimo de casos principalmente na zona urbana, é em decorrência da grande quantidade de animais soltos nas ruas. “Com a proliferação da doença e o não tratamento adequado, essa doença tende a se manifestar e crescer. Vale destacar que a doença não é transmitida entre animais, pessoas ou cachorros para pessoas e vice-versa, sendo transmitida apenas pela picada do mosquito fêmea infectado pelo Calazar”, destacou.

Existem dois tipos de Leishmaniose: a tegumentar americana, que provoca feridas na pele, e a visceral americana, que é mais grave porque pode matar se não for tratada. Este segundo tipo apresenta sintomas como febre regular prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele e das mucosas, perda de apetite e de peso, e inchaço do abdômen. Para controlar a doença é preciso sacrificar os cães infectados e eliminar o mosquito transmissor.

A orientação para o paciente que tiver os sintomas de algum tipo de leishmaniose é procurar imediatamente o posto de saúde. A SEMUS informou que em 2015 foram examinados 752 cães, destes 234 tiveram resultados laboratoriais positivos e 518 negativos. Deste montante, foram eutanasiados com exame positivo somaram 131, e sem exame, quando o dono do animal entrega o cão por motivo dos sintomas, 175 cães.

Até agosto de 2016 já foram examinados 430 cães, no qual constituíram 198 casos positivos, e 232 negativos. 253 cães foram eutanasiados com calazar, os quais tiveram a confirmação laboratorial ou por critério clínico, ou seja, quando o próprio dono dispõe o animal para o sacrifício. Essa é uma das medidas de prevenção da doença, já que o cão uma vez contaminado, ele sempre será um hospedeiro, ou seja, se o mosquito palha, vetor transmissor, picar o cão que tem calazar e vir a picar um ser humano, vai transmitir a doença.

Fonte: Dirceu Leno / Ascom Prefeitura