Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Cresce número de casos de Calazar em Tocantinópolis. Município está em estado de alerta
Início do conteúdo da página

Cresce número de casos de Calazar em Tocantinópolis. Município está em estado de alerta

Criado: Segunda, 19 de Setembro de 2016, 14h50 | Publicado: Segunda, 19 de Setembro de 2016, 11h49 | Última atualização em Segunda, 26 de Março de 2018, 14h51 | Acessos: 97

Os casos de Leishmaniose Visceral (Calazar) têm aumentado significativamente em relação ao ano passado. O Bairro Alto Bonito e Setor Lajinha estão entre as localidades com maior incidência da doença. Até o momento, foram registrados e confirmados 9 casos no município, número mais que o dobro em 2015, no qual obteve apenas 4 casos confirmados.

Mesmo com as constantes ações de prevenção e combate ao vetor, promovidas pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Coordenação de Vigilância Epidemiológica, o número de pessoas diagnosticadas com a doença tem crescido significativamente, deixando o município de Tocantinópolis em estado de alerta.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Vandecy Soares Ribeiro, confirmou o aumento do índice. “O número de casos cresceu muito em relação ao ano passado. O Estado e os municípios possuem programas de controle da leishmaniose, e que depois do diagnóstico, o tratamento é feito na rede pública de saúde. É o que temos feito em Tocantinópolis. São feitos os exames de praxe e após a confirmação é feita o acompanhamento médico dos pacientes”, relatou.

Vandecy frisou ainda que o acréscimo de casos principalmente na zona urbana, é em decorrência da grande quantidade de animais soltos nas ruas. “Com a proliferação da doença e o não tratamento adequado, essa doença tende a se manifestar e crescer. Vale destacar que a doença não é transmitida entre animais, pessoas ou cachorros para pessoas e vice-versa, sendo transmitida apenas pela picada do mosquito fêmea infectado pelo Calazar”, destacou.

Existem dois tipos de Leishmaniose: a tegumentar americana, que provoca feridas na pele, e a visceral americana, que é mais grave porque pode matar se não for tratada. Este segundo tipo apresenta sintomas como febre regular prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele e das mucosas, perda de apetite e de peso, e inchaço do abdômen. Para controlar a doença é preciso sacrificar os cães infectados e eliminar o mosquito transmissor.

A orientação para o paciente que tiver os sintomas de algum tipo de leishmaniose é procurar imediatamente o posto de saúde. A SEMUS informou que em 2015 foram examinados 752 cães, destes 234 tiveram resultados laboratoriais positivos e 518 negativos. Deste montante, foram eutanasiados com exame positivo somaram 131, e sem exame, quando o dono do animal entrega o cão por motivo dos sintomas, 175 cães.

Até agosto de 2016 já foram examinados 430 cães, no qual constituíram 198 casos positivos, e 232 negativos. 253 cães foram eutanasiados com calazar, os quais tiveram a confirmação laboratorial ou por critério clínico, ou seja, quando o próprio dono dispõe o animal para o sacrifício. Essa é uma das medidas de prevenção da doença, já que o cão uma vez contaminado, ele sempre será um hospedeiro, ou seja, se o mosquito palha, vetor transmissor, picar o cão que tem calazar e vir a picar um ser humano, vai transmitir a doença.

Fonte: Dirceu Leno / Ascom Prefeitura

registrado em:
Fim do conteúdo da página